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Fic de Immortales no Nyah!




As rédeas eram seguras firmemente nas mãos enluvadas da protettori designada a manter a segurança de Lady Ellen. Porém, com os últimos acontecimentos, foi obrigada a deixar seu posto, para seguir as ordens daquele que já não era mais possível ignorar.
Seu coração.
[András/Oc]

Classificação: +18
Categorias: Immortales
Gêneros: Drama, Romance
Avisos: Spoilers



Capítulo I


A carruagem atravessava a estrada lamacenta a toda velocidade, passando por cima de qualquer obstáculo. O cavalo, já exausto da longa viagem, corria com suas últimas forças. Os outros três animais, foram deixados para trás, conforme suas energias se esgotavam.

As rédeas eram seguras firmemente nas mãos enluvadas da protettori designada a manter a segurança de Lady Ellen. Porém, com os últimos acontecimentos, foi obrigada a deixar seu posto, para seguir as ordens daquele que já não era mais possível ignorar: seu coração.

O vento lhe cortava a face, erguendo os desorganizados fios, antes preso em um pomposo coque. Seus sentidos estavam aguçados naquele momento, assim como suas presas. A qualquer movimento perturbador, sentia a garganta travar. Olhava para trás, verificando se estava sendo seguida, mas havia deixado a cidade horas atrás. Era provável que sua ausência já houvesse sido notada, mas era tarde demais para desistir.

Sequer havia um plano elaborado, tudo aconteceu rapidamente. Desde o instante em que descobriu o cativeiro de András até o momento em que galopou no seu cavalo com a esperança de não ser tarde demais. E quando, em seus braços, pronto para abraçar o destino que lhe fora traçado, ele forçou para pronunciar a última palavra.

Não seu nome, mas sim de outra mulher.

Não Antoniette, e sim Lise.

Mas ela não permitiu que o destino do Conde acabasse ali. Enfiou a adaga em seu braço e lançou o sangue que escorria na direção dos lábios do homem abandonado para mais tortura, e no fim a morte.

– Vamos, meu senhor. Aceite – ela implorou, desesperada. – Beba! Tome meu sangue, ele é seu.

De repente, a protettori despertou das lembranças passadas. Ela puxou as rédeas, antes que caíssem do penhasco. Com a força utilizada, o cavalo veio para trás. Ele ficou sobre duas patas, relinchando, até ir de encontro ao chão.

Antoniette desceu da carruagem e atirou-se na lama, segurando a cabeça do animal que agonizava. Ele estava morrendo.

– Meu querido. – Acariciou-lhe a crina branca, era seu precioso garanhão. – Me perdoe, Azael. Você foi um bom companheiro. – Beijou-o, despedindo-se do animal.

Rapidamente, Antoniette abriu a porta da carruagem. András estava desacordado no banco de veludo. Aquela era uma carruagem elegante, utilizada para passeios e entradas triunfantes em bailes de gala. Mas poucos sabiam que fora projetada exclusivamente para situações de fuga como aquela. Sendo de um material mais leve e que os cavalos pudessem suportar por viagens longas. Mas a distância percorrida nas últimas horas, eram muito mais do que - de fato - eles suportaríam. Poderia conseguir novos cavalos na estalagem que estava próxima.

A vampira, que foi treinada pelo Conde de Vaslui, entrou na carruagem e acariciou os cabelos loiros dele. Não houve tempo para verificar como estava reagindo ao seu sangue, por isso decidiu tirar qualquer vestígio da estrada.

Azael, o cavalo que lhe fora dado de presente pelo próprio András, foi atirado penhasco abaixo. Antoniette retornou a carruagem e a puxou para dentro da floresta, com o restante de suas forças. Ela decidiu ir andando até a estalagem e buscar ajuda, ainda estava fraca pelo sangue perdido, não poderia arriscar tudo o que fez até o momento, enfraquecida e sem condições de lutar com quem quer que fosse.

Foram duas horas de caminhada, o vestido estava em um estado lastimável. Rasgou-o para conseguir caminhar com mais facilidade, além de ter usado algumas tiras do tecido para amarrar nas árvores, assim demarcava o caminho, caso alguma coisa desse errado.

Quando chegou a estalagem, foi recebida por um jovem, que, assustado com a imagem precária da mulher, toda suja e descalça, gritou por socorro, acreditando que fora atacada na estrada. O menino mal conseguiu ver como seu pescoço foi agarrado por unhas cumpridas, e arremessado na parede.

Antoniette só não o mordeu, porque alguém chegou, e com reflexos mais ágeis que os dela, retirou-o a salvo de suas presas. O menino correu, rezando para o Deus que ele acreditava.

– Criança... – O homem alto, de cabelos negros, bem peteados para trás, reprovava a atitude dela. Também estava com as presas visíveis. – Veja em que situação me coloca. Terei que dar um fim no meu melhor mensageiro.

– Me perdoe, Sir Thatcher. Não era minha intenção atacá-lo. – Ela recurou dois passos.

– O que faz aqui? – ele perguntou, fazendo uma busca rápida ao redor, verificando se havia mais alguém ali. – Já existe um cartaz de procurada com sua bela face exposta, para todos que quiserem uma gorda recompensa.

Ele a puxou pelo braço, levando-a para dentro da estalagem.

– Preciso que me ajude.

– Ajudar? – A porta foi trancada, e uma mulher negra apareceu segurando uma bandeja na mão, oferecendo seus serviços. O homem a dispensou, ordenando que os deixasse a sós. Ele virou-se, dessa vez seus olhos estavam vermelhos. – Boatos espalham-se mais rápido que o fogo em uma floresta seca. Sabe o que dizem por aí? Que é uma traidora. Deixou Lady Ellen para que fosse capturada.

– Não! – Antoniette se exaltou. – Não sou uma traidora, ao contrário. Fui salvá-lo.

– Você não tinha o direito de fazê-lo.

– E porque eu o abandonaria?

– Porque, Lady Antoniette, foi esse o desejo do Conde. – O homem sentou-se em uma poltrona surrada, e tirou do bolso um cachimbo. Ele parecia tranquilo agora. – Nós, protettoris, fizemos um juramento, e o cumprimos até a morte, se for a morte a única alternativa.

– Não permitirei que ele morra. – Ela caiu exausta no chão.

– Entendo. Onde está?

– Na floresta, deixei-o em uma carruagem.

– Esta bem. Irei buscá-lo. – Ele se levantou da poltrona e depositou o cachimbo sobre a mesinha lateral. – Vou pedir para que a criada lhe de um banho. Está fedendo menina.

Antoniette ainda fez resistência ao banho, queria retornar até a floresta, mas foi impedida pelo homem. Ela o conhecia a tempo suficiente para confiar em suas boas ações.

Lançou o corpo para dentro da banheira de água quente, elaborando mentalmente diversas rotas de fugas que os levassem para longe dali. A criada esfregava seus longos cabelos, retirando toda a sujeira, falava sobre como a pele da jovem era pálida, assim como de seu senhor. Ao final, enrolou-a num pano quente, recém-tirado das brasas. Foi deixada no quarto, após vestir uma longa camisola branca, para que descansasse. Mas Antoniette não iria conseguir descansar até ver András a salvo.

Estava demorando mais do que o necessário. E isso a perturbava. Quando viu uma movimentação no andar de baixo, Antoniette correu para verificar o que acontecia. Ela desceu as escadas, mas parou quando ouviu a voz de um homem interrogar a criada, com perguntas sobre o paradeiro de uma mulher desaparecida. Antoniette voltou ao quarto. Olhou pela janela e viu dois homens fardados, montados em cavalos.

Assim que os homens entraram na estalagem, ela saiu pela janela.

Correu em direção a floresta, mas não conseguiria chegar muito longe sem um bom cavalo.

Antoniette espreitou-se entre as árvores, aguardando um momento para atacar. Mas não foi necessário. Um menino corria bem na direção do estábulo, Antoniette alcançou-o com sua velocidade, e o segurou pelo pescoço.

– Se fizer o que eu mandar, vai viver – ela disse, puxando-o para dentro do estábulo. Ouviu vozes e cães latirem. – Sele o cavalo mais veloz.

Apavorado, o menino fez conforme foi ordenado, depois fugiu para a estalagem. Antoniette partiu logo em seguida. Ela galopou em direção a carruagem, mas estava certa de que nada iria encontrar.

E como imaginado, a carruagem estava vazia. Antoniette subiu no cavalo e partiu para a estrada, talvez se encontrasse algo que a levasse até o paradeiro de András. Mas não precisou ir muito longe para isso. O cavalo empinou, fazendo a vampira segurar nas rédeas com força, para não cair.

Sir Thatcher estava a sua frente. Antoniette desceu do cavalo, que pareceu reconhecer seu dono.

– O que fez com ele? – perguntou enraivecida, pisando descalça no chão.

– Acalme-se criança. – ele respondeu tranquilamente, acariciando a crina de seu cavalo. – Como conseguiu montá-lo?

– Eu não entendo.

– Digo, como montou Walace? Ele é um cavalo selvagem. Ninguém nunca o montou. Qualquer um vai ao chão. Já até matou um homem pisoteado.

– Aquele moleque... – Antoniette pigarreou, recordando-se do menino que a essa altura achava que ela foi pisoteada.

– Não tenho boas notícias.

– Oh! Não. O senhor o entregou aqueles homens? – sentiu o corpo falsear.

– Talvez o que tenho a dizer seja ainda mais preocupante, que humanos perseguindo-a pelo país. – O homem caminhou lentamente, sendo seguido pelo cavalo. Antoniette veio depois. – A situação do Conde está cada vez pior. Creio que ele não vá resistir.

– Me diga o que fazer. Eu o farei.

– Não é tão simples menina.

– Diga!

Ele entregou as rédeas nas mãos de Antoniette, indicando a direção de onde András estava abrigado.

– Um homem de minha confiança estará no porto a sua espera.

– Eu o agradeço. Direi a ele tudo o que fez...

– Não lhe diga nada, apenas vá. Não dê nomes se ainda deseja viver mais alguns séculos.

Antes que Antoniette pudesse dizer mais alguma coisa, Sir Thatcher desapareceu na névoa densa que se espalhava pela floresta.


Continua...

Nem preciso dizer que amei esse presente da minha amiga Kori, estou ansiosa demais pelo desenlace da história ^^

Para acompanhar click AQUI!


Beijokas
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