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As Múltiplas do Faces de Erotismo

Olá meus anjos!

Boa semana a todos!

Recentemente participei de uma matéria da Anny Lucard para o jornal "O Estado do RJ" sobre erostismo na literatura, até mesmo debatendo dentro do contexto da inserção das mulheres no mercado editorial - que, de fato, cresceu muito! Afinal, quem já leu Immortales sabe que há uma carga erótica bem grande no livro, e para mim não seria diferente dentro da história.

O fato, entretanto, que me trouxe aqui para falar disso, é outro. Semana passada assistimos a uma arbitrariedade de um juiz em Macaé contra - basicamente - o livro 50 Tons de Cinza, deixando de lado os contras e prós deleou se gostamos ou não da leitura. Esse senhor usou de sua posição para retirar das parateleira, vale ressaltar com ordem judicial, o dito livro.

É notório, para muitos, que no exterior, as obras para um público mais maduro - diga-se de passagem qualquer público -,vem com suas especificações. Se queremos impor a mesma conduta, como via de regra, aqui dentro para que nossas crianças não tenham acesso a esse tipo de literatura, que façam por leis.Mas que não seja sombra de uma censura. Seja algo decidido pelo povo, soberano desta nação que é o Brasil.

Ainda assim, entretanto, me questiono, porque este mesmo senhor não coíbe as cenas sexuais, adúlteras e de violência das novelas e seriados globais e semelhantes?

Isso pode?

É de se pensar... Quem puder e quiser deixar seu comentário, será muito bem vindo!

Segue o texto da Anny Lucard na íntegra:


Olá, pessoal

Independente da opinião pessoal de cada um, creio que o assunto é muito sério, pois se trata de censura pura, usando a lei para impor uma opinião pessoal.

Fui informada de um absurdo sem tamanho, o qual ganhou um artigo detalhado, publicado no blog da rádio Digital Rio.

Ler o artigo "Censura Literaria em Macaé" no link:

No Facebook a autora Ju Lund também abriu um tópico para debate do assunto:

O caso envolve a atitude de um juiz, aqui do estado do Rio, o qual declarou em documento legal, que todos os livros de conteúdo adulto de uma livraria deviam ser vendido lacrado.

O juiz assinou uma ordem de serviço tendo como alvo uma livraria local da cidade de Macaé (uma Nobel), que teve os livros com foco no público adulto recolhidos, visando especialmente os que possui conteúdo erótico. Ele alega que todo livro de conteúdo para maiores de 18, de acordo com a lei, deve ser vendido lacrado. Generalizando a literatura mundial para adultos, com meras revistas porno de banca de jornal.

Tal declaração expressa claramente uma opinião particular, pois não só afirma que literatura erótica e/ou com conteúdo erótico é o mesmo que publicações pornográficas, nesse caso, pela opinião do juiz, todos os livros para maiores de 18 anos, devem ser tratados como conteúdo imoral que precisam ser lacrados e cobertos, como qualquer revista porno. O que o juiz parece não saber que conteúdo para maiores inclui desde os clássicos até publicações atuais, não só os livros da autora de '50 Tons de Cinza' (que de acordo com as declarações ao jornal Estadão, foi o motivo da atitude do juiz).

O que mais choca em tudo, não é só o preconceito, a ignorância e o abuso de poder. É usar de um cargo privilegiado, que devia defender o povo brasileiro, para impor uma opinião pessoal.

Além disso, em meio a confusão, chegou ao meu conhecimento a informação que um projeto de lei, de autoria da homofóbica Mirian Rios, foi aprovado. A deputada, assim como o juiz, está usando seu cargo para impor uma opinião pessoal, colocando-a em um documento legal.

Confesso que ainda não acredito que uma pessoal que não sabe a diferença de homossexualidade e crime de pedofilia, tenha um projeto de lei aprovado, o qual dita claramente a ideia de moral e bons costume do ponto de vista dela e, no máximo, de um grupo que pensa de forma igualmente preconceituosa. Logo não se tratando de uma proposta de lei para benefício do povo brasileiro, pois a lei não pode beneficiar um grupo com mesma opinião, religião, orientação sexual... Deve beneficiar a cada cidadão brasileiro.

Que as livrarias precisam aprender a organizar melhor suas estantes, isso não há dúvida, mas daí a apreender livros com foco no público adulto, usando uma lei para impor a opinião de um juiz, é censura e abuso de poder. O que vem depois? Queima de livros em praça pública? Conhecendo a homofóbica em questão, além dos livros românticos (que geralmente possuem doses variadas de erotismo), vai caçar livros de literatura fantástica, terror, suspense, policial... E por ai vai. Bastará um beijo, que será visto como texto erótico, então é pornografia.

Enquanto isso, nas TVs abertas, continuamos a ver nos horários que as crianças ainda estão acordadas, erotismo, violência e diálogos contendo palavras de baixo calão. Se isso não é censura literária, não sei o que seria.


 
Atenciosamente,
Anny Lucard
       

Um livro está na livraria para quem quer comprá-lo, não importa se com ou sem as especificações que poderiam ocorrer para melhor vendê-lo. Contudo, eu sou obrigada a não ligar minha TV caso queira ensinar algo produtivo aos meus filhos, porque sinceramente, até mesmo um programa de auditório - que deveria servir ao propósito de entreter, inverte seus valores com palavras de baixo calão. Não sou a dona de verdade, nem tão pouco paladina de nada, garças ao bom Deus. Meus filhos não tem a melhor educação do mundo, porque não sou, nem pretendo ser perfeita. Eles tem ferramentas para discernir o certo e o errado, e eles mesmos não gostam de ligar a TV na Globo e afins, acham uma idiotice. E, de forma alguma, são segregados na escola ou entre os amigos.

Por favor, não me entendam mal, também. Não estou malhando quem assiste, mas a maior parte de nós é adulta e tem discernimento. A mente de uma criança é um livro a ser escrito. Temos que zelar por elas, e a inverção de valores está cada vez mais comum. 

Eu acho, particularmente, que falta muita lucidez ao ser humano. Como a essa senhora Mirian Rios, aparentemente, ela deixou seu passado para trás e abraçou uma nova causa mais poética e abusiva. 

Usemos nossos cérebros e nossas vozes!

Beijão amores!     


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1 comentários:

Deise disse...

Cheguei a ler uma matéria abordando a decisão do magistrado fiquei perplexa. Será que esse senhor sabe a diferença entre uma literatura erótica e pornográfica? Ou está utilizando para beneficiar algum grupo?
Não acho que essa seja a solução para os problemas, existem muitos livros piores que 50 tons e estão em prateleiras fáceis para crianças, eu já vi muitas vezes nas livrarias.
Acho que esse tema tem muito que ser debatido. Poderia criar uma faixa ou algo que inibissem as crianças (e também vale resaltar que cabe aos pais fazem seu papel). Ou até mesmo um espaço para esse tipo literatura. Nós cidadãos devemos pensar em algo para contribuir.
Concordo com você Rô, a TV passa coisas piores e ninguém toma uma “decisão”, deixam criar e recriar repetidas novelas e minisséries abordando temas desnecessários e com inversão de valores.
Não sei até que ponto vamos chegar em relação à censura x inversão de valores x tecnologia acessível, do jeito alarmente que as coisas estão acontecendo, e muito menos qual será o futuros das nossas crianças.

Essa é a minha humilde opinião.
Deise =)

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